domingo, 4 de abril de 2010

Cenários Políticos do Pós-Guerra

Com o colapso do SOREX e o término da “Guerra Fria” (o conflito político e ideológico entre os “blocos”capitalista e socialista ), os teóricos das relações internacionais passaram a elaborar os possíveis cenários geopolíticos para o século XXI. Quatro são, nos dias de hoje, as propostas esboçadas pelos analistas ternacionais:
- “um só mundo”— para alguns, o fim da “era das ideologias”, em função da extinção da União Soviética, tenderá a criar um mundo harmônico, crescentemente próspero em razão da “globalização” e culturalmente unido pela definitiva vitória do modelo sócio-econômico baseado no mercado e no consumo de bens gerados, majoritariamente, pela indústria norte-americana;
- “nós e os outros” – outros estudiosos acreditam que os antigos conflitos ideológicos entre posições ditas de “esquerda” e “direita” estão sendo substituídos por confrontos entre realidades culturais diferentes. Estas, atualmente, são a “ cristã ocidental” ( dominante nos Estados Unidos da América e na Europa do oeste) ; a “ muçulmana” (prevalecente em todo o “arco islâmico” que compreende as regiões entre o Marrocos e as Filipinas, abrangendo inúmeras etnias,tais como árabes, persas, indianos,etc.);a “cristã ortodoxa”, imperante no leste europeu; a“hinduísta”, religião seguida pela maioria da população indiana; a “latino – americana”, caracterizada pela miscigenação e por uma religiosidade sincrética modelada pela interpenetração de conceitos e ritos católicos e africanos; a “chinesa”, originariamente plasmada pelo confucionismo e hoje experimentando um curioso e paradoxal “socialismo de mercado”; a “nipônica” e, por fim, a cultura da “África Negra”. Assim, o século XXI, pelo menos no seu início, conheceria conflitos ntre cristãos e mulçumanos, hinduístas versus islâmicos do Paquistão, “cristãos ortodoxos” contra católicos e assim por diante;
-o “realismo” – os adeptos da “Escola Realista” das relações internacionais acreditam que, apesar do surgimento de outros “donos do poder” ( empresas transnacionais, e companhias de telecomunicação m escala mundial, etc ), os Estados Nacionais e seus interesses continuarão sendo, ainda por um longo tempo, os agentes fundamentais das ações e conflitos internacionais;
- “caos total” – por fim, há também analistas que defendem a idéia de que a bipolaridade de poder Estados Unidos e União Soviética - , reinante ao longo da “Guerra Fria”, disciplinava as relações internacionais. Noutros termos, Washington e Moscou impunham freios a eventuais delírios aventureiros de líderes e nações situados em suas respectivas órbitas. Hoje, o desaparecimento da URSS, que deu lugar a uma Rússia debilitada, o planeta, cada vez mais, será palco de conflitos desfechados por potencias regionais. Guerras como as do Golfo ( 1990 – 1991 ), quando o Iraque
invadiu o Kuwait, e as da Península Balcânica talvez não teriam ocorrido se a União Soviética ainda fosse uma superpotência.

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